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Escrever não me alimenta, como alimenta aos grandes. É um amigo distante, apesar disso sempre está por perto, rondando, mas compartilho apenas meus extremos; Máximas de derrotas ou alegrias. Um amigo malandro também, pois tenho de estar em atividade porém, com tempo de sobra. Mas agora por exemplo, falta tempo e sobra algo que causa essa excessão.
Estou no meio de uma sala de aula de 120 pessoas conversando entre si, e estou sozinho, não sei nem onde por os braços; Parece que até meu Anjo de Guarda ( se é que tenho um ) está me dando privacidade para o constragimento jazer mais confortável.
Estou irritado, se fosse na minha infância, me desenharia dos braços as calças e sairia da sala tão atordoado [...] passo a passo, esquecido de como se anda, com tantos desenhos e a roupa torta. Estaria parecendo um caminhoneiro bêbado e tatuado. Acho que freiras me olhariam com uma certa pena. Mas existem vantagens em estar sozinho. Não tenho um amigo indiscreto me envergonhando toda vez que passar uma gostosa por perto.
Só respiro entre parágrafos, reparei isso hoje, que mergulho na idéia. E tenho certeza, não sou um mergulhador profissional.
criado por felipegalvan
23:20:32